Textos

Doce espera

Jacira Fagundes
15/05/2020



Doce espera

Um dia
Quando eu for bem velhinha
na minha casa
vou deixar a porta aberta
E nos quartos
vou conservar as camas prontas
lençóis limpos e perfumados
Quem sabe alguma visita
ainda possa descansar o fardo
e estender o corpo
e afrouxar as vestes
Enquanto preparo o café
e sirvo na bandeja
e me acomodo na beiradinha da cama
Apreciando tudo
com o maior prazer


Cadastre-se para receber dicas, artigos e informações de concursos

 

 

Comentários:

Um bálsamo este poema!

A vida não tem idade.

Agradecida a tua sensibilidade.

Sônia Coppini, Porto Alegre/RS 17/05/2020 - 19:07

Envie seu comentário

Nome :
E-mail :
Cidade/UF:
Mensagem:
Verificação:
Repita os caracteres "214312" no campo.