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Depoimentos do Público

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Depoimentos recebidos pela internet


Homenagem a Deborah

Destacada por um facho de luz no palco escuro 
Uma tradutora de libras, língua de sinais, 
Relata para os surdos, 
O que anuncia os canais. 

A atriz com largos passos e gestos cênicos 
Entra e começa sua obra. 
Uma peça meio séria meio cômica, como coadjuvante sua própria sombra, 
Que sob efeito e jogo de luzes faz a platéia ir ao delírio a todo instante. 

É de um talento quase inacessível, com a grande de quem sabe o que faz, 
Cada pequeno detalhe enaltecido 
Revivendo s lembranças que a saudade nos traz. 

De Maria Rosa para Deborah - Janeiro de 2012


SINESTESIA. Uma amiga minha, atriz e bailarina, um dia se questionou a respeito da serventia do artista, para que “serve” o artista.

Ela ficou meio doida com a indagação e foi fazer um curso de filosofia. Lá, depois de quatro anos, ela achou uma resposta, que até então acho que servia só para ela: “O artista serve para carimbar a alma humana.” Quando ela me disse isso ainda acrescentou que o artista é responsável por momentos na suspensão poética capazes de fazer um religari do homem com o Universo.

Eu guardei tudo isso, de fato entendia, mas não compreendia nada. Até o dia em que senti esta manifestação poética (não só no sentido do texto poético) tão potente chamada “Sobre Anjos & Grilos”. Eu fiz meu religari não só com o Universo, mas comigo mesma, e que viagem louca é esta!! Uma vontade de ser vento para abraçar, de uma só vez, a atriz, tela, cadeira, máquina de escrever, palco. O teatro virou um útero de mãe e eu o amei inteiro.

Quando tudo acabou me senti estranha, inquieta, com vontade de correr para não sei onde, eu queria chorar e gritar, uma sensação tão forte e tão louca que não deveria guardar comigo. Minha alma havia sido carimbada! Minha alma havia sido carimbada! Minha alma carimbada! E eu sem me dar conta já não era um humano comum.

Caren Ruaro, Festivale 2007


Eu já assistí e saí do teatro mudado! Eu não tinha muito costume de frequentar teatro, muito menos de ler Mario Quintana, mas mudei meu jeito de pensar. Eu fui assistir sobre anjos e grilos à convite da minha cunhada, e acabou sendo um dos grandes acontecimentos culturais da minha vida... Quero agradecer a alguém que se dedicou a interpretar textos tão explêndidos para apresentá-los a leigos como eu, que agora tem um pedacinho maior de uma agradável arte dentro de sí.
OBRIGADO, e continuem!

Alberto Loose, junho de 2008


"Sobre Anjos e Grilos" traz o desenho de um atalho perigoso para chegar a um caminho sutil e fantástico pela poesia de Quintana. A Deborah mostra, a Arte, sem suas caixas definidoras e teóricas, ela caminha com uma dança segura, levando a platéia com brindes de palavras e brincadeiras fantásticas. Uma dramaturgia que se relaciona com a gestualidade plástica de Zoravia, ambas e junto de Mario, com a energia de suas aspirações poéticas. O espetáculo tem uma luz multimídia especial, trazendo a tecnologia para nosso deleite. A luz de uma poesia que vem, nos embebedar de alegria, nos envolver de ternura, nos arremeter ao questionamento em nós mesmos e fluir, em seu final (que pena), deitar-se frente a ferramenta do poeta que escreve, numa linha firme entre a máquina de escrever, a artista e o universo aberto e entregue a nós, por Quintana junto de Deborah. 
Parabéns à AJOTE pelo Cena 5, parabéns Deborah pelo prazer do espetáculo e um viva ao Universo que nos permitiu este encontro. 


TiroTTi - artista visual, junho de 2008 - Joinville/SC



“Há alguma coisa de muito profundo em Quintana que eu ainda, por puro preconceito (achando que seu mundo era lúdico e inocente) não me ative a procurar. E agora achei o que era.

... Ela já tinha me fisgado anos antes, mas nesta peça... Deborah Finocchiaro tira leite de pedra, numa vontade de se dar, numa garra de mostrar o teatro, o amor, a doação... que nos comove, sem dúvidas. Ela chega lá, ela consegue! Porque ela diz! E diz sim, e muito, pois toma o texto e o transforma em teatro, exatamente o que pensaríamos em ver em cada movimento, em cada ato, em cada gesto de mão, pé, cintura, rosto, o que for... Ela diz! Retira do texto para o palco exatamente o que o texto pede para ser dito. Na dança, na poesia, no gingado (e ela o tem, e muito). ...hora era uma criança, hora era um velho, hora era uma mulher, um menino, um anjo. Seus movimentos, suas danças, exigiam muito preparo físico. E ela, estava lá, respiração certa, fala certa... tudo com a harmonia poética que um dia talvez Quintana tivesse pensado para alguém que o representasse num palco. Que atriz! Alguém que se estivesse em no Rio ou em São Paulo, seria muito representada e conhecidíssima de todo o Brasil.

Então imaginem Deborah Finocchiaro entrando no mundo de Quintana... Foi lá e tirou tudo aquilo que de Quintana pensamos ser tolinho e transformou em densidade e profundeza. E fez do profundo certamente uma reflexão e meditação da platéia... tudo perfeito... Uma peça com tecnologia atual. Com poucos recursos, mas digna de um teatro maior, de uma cidade maior.

... Segurando uma máquina de escrever antiga nas mãos, em dado momento... parecia segurar os filhos de Quintana... cada verso seu. ... no palco a rodopiar, currupio, como a vida, como os versos...

Gianni Paulo Freitas Tavares, consultor, janeiro de 2007


“...Deborah, nas asas dos anjos de Quintana, consegue tocar onde as palavras não chegam. Onde o olhar dispensa a luz para estar. Onde o pensamento galopa nas asas desses Anjos Brincalhões que seguem acreditando e alimentando nossos sonhos mesmo diante da rigidez dos sorrisos... Feito criança frente à certeza do brinquedo cheiroso, feito desejo preenchido por um sentimento novo que não pensei guardar inteiro dentro de um coração tão pequeno; é assim que me senti ao ser soprado pelos versos do Quintana na competência leve desta atriz que, incansavelmente e com muita seriedade, tem contribuído com a cultura deste Estado e País.”

Idésio de Oliveira, poeta e enfermeiro, novembro de 2006

Todos os direitos reservados a Deborah Finocchiaro