Plural de Fêmeas


Plural de Fêmeas

Mulher. Mulheres. Plurais. Em um mundo dominado por homens, elas são silenciadas. Mas resistem. Sua submissão se dá somente até o momento em que reencontram o seu instinto mais primitivo de sobrevivência. Em Vinha d`Alho, o horror é marcado por agressões, suicídios, envenenamentos, um mundo fictício que desvela o lado mais sombrio da humanidade. Esta obra traz as muitas faces de uma mulher, as múltiplas versões de todas as mulheres, seus pedaços e seus ímpetos, o plural de fêmeas. Das fêmeas.

Mujer. Mujeres. En Plural. En un mundo dominado por hombres, ellas son silenciadas. Pero resisten. Su sumisión se pasa solamente hasta a hora reencuentran sus instintos más primitivos de supervivencia. En Vinha d’Alho, el horror es marcado por agresiones, suicidios, intoxicaciones, un mundo ficticio que desnuda el lado más oscuro de la humanidad. Esta obra aporta las muchas facetas de todas las mujeres, sus pedazos en sus ímpetus, el plural de hembras.

A Woman. Women. Plurals. In a world dominated by men, women are silenced. They resist, though. Their submission occurs until the moment in which they meet again their most primitive survival instinct. In Vinha d`Alho, where these stories take place, horror is marked by aggressions, suicides, poisonings, and a fictional world, which reveals the darkest side of humankind. This work brings the many faces of a woman, the multiple versions of all women, their pieces, their impulses, and the female plural.



Depoimentos

"Repleto de amor, o novo livro de Sinara Foss, Plural de Fêmeas, é surpreendente. Não falo do amor que encanta, que revela sorrisos e é arrebatador. Mas sim, do amor que arrasa, que mutila, que traz à tona sentimentos assustadores e primitivos. O amor que é levado ao limite.

Em cada página as letras pulsam e carregam o leitor através de diferentes histórias, todas envolvendo mulheres.
As emoções se multiplicam. Não é possível ficar indiferente ao ler, os textos vibram trazendo as dores dos personagens até a margem, o que está escrito é vívido, dá para sentir nos poros.

Gostei de todos os contos, mas alguns tocaram fundo e me levaram ao pranto. Silvana, Berta e Flora, Matilda, Soraia, Samira, Agustina e Cristiana, Cláudia, são algumas das mulheres que revelam suas histórias, dores e lutas. Um livro para ler e reler. Contos que me marcaram como a impressão no papel."

Liz Quintana - escritora, designer, doutora em Comunicação e Informação

Depois de folhear Plural de Fêmeas não sobrará pedra sobre pedra. Para Sinara Foss as palavras são lâminas afiadas, cuidado para não se cortar. Todos os contos são protagonizados por mulheres e a maioria deles se passa na cidade fictícia de Vinha d´Alho, que poderia ser qualquer localidade no interior do país. O cotidiano das personagens femininas, muitas vezes, é de desilusão, depressão e amor não correspondido. Contudo, suas vozes não são passivas, se erguem como um grito de resistência contra uma sociedade dominada por homens. Suicídios, envenenamentos, ameaças e assassinatos dão um tempero de horror ao longo da obra. Os aspectos sombrios da alma humana atingem o ápice no conto final do livro. Os destroços de relacionamentos incompletos e infelizes emergem sem chance de redenção. Tente juntar os pedaços de seu coração e de seu espírito após a leitura da obra de Sinara Foss. E lembre-se de que toda ficção de alguma maneira representa a sociedade nos dando a oportunidade de repensar e reconstruir o mundo em que vivemos.

After flicking through the pages of “She, the plural female”, nothing will be left standing. For the author Sinara Foss, words are sharp blades. Take care not to get cut. All stories present female characters as protagonists and take place in the fictional town of Vinha d’Alho that could be the countryside of anywhere in Brazil. The female character`s daily routine is one of delusion, depression and unrequited love. However, their voices are not passive. They rise like a resistance cry against a society dominated by men. Suicides, poisonings, threats and killings give a horror seasoning along the book. The gloomy aspects of the human soul reach its peak at the final short story. The wreckage of unhappy and incomplete relationships emerge without any chance for redemption. Try to gather the pieces of your heart and soul after reading Sinara Foss’ work. Meanwhile try to remember that every piece of fiction represents our society giving us an opportunity to think and rebuild the world we live in.

Duda Falcão - escritor, doutor em Literatura

If there are wreckages in She- The Plural Female, they are the remains of a society whose feature pathologically sexist, Sinara Foss’ female characters take down like a wall, with the same rawness and violence naturalized by men.

“Into Pieces”, the story that brightly ends the book, is the epitome of this literature, which shows us in a cruel and denotative way, the feminine bodies’ fight against the annihilation. It is represented by a character who has been amputated by her husband, until there is nothing left but a stub of flesh, like a piece of wood, without even the tongue to protest.

If prevail or not Sinara’s heroines in “She The Plural Female”, her literature is always able to stand out and let us, also, into pieces.

Tiago Germano - PHd in Creative Writing

A começar pela belíssima capa, percorri com prazer, medo e sem fôlego, os contos de PLURAL DE FÊMEAS, de Sinara Foss. Impossível sair ileso das bem construídas cenas e tramas destas histórias de terror e suspense ambientadas na fictícia cidade interiorana de Vinha d’Alho mostrando os dramas e as tragédias de suas protagonistas. Em “Aos Pedaços”, quase desviei os olhos das páginas sangrentas. Não capitulei e segui até o final na expectativa de que fosse um pesadelo, mas não se preocupem, não vou dar spoiler. É com coragem que a autora revela essas almas atormentadas. Meu conto preferido? “Pinceladas do Destino”. Amei o título e a perturbadora história da pintora Cláudia, vocacionada desde cedo para a arte, alvo de profundo desdém pelo marido Lauro, que não vê qualquer sentido na escolha da mulher em se dedicar a algo que não serve para ganhar dinheiro e pagar contas. Vale conferir a prosa ficcional de Sinara Foss!

Marta Leiria

Vou começar essa resenha indo direto ao ponto: "Plural de Fêmeas" é uma das minhas leituras preferidas do ano!

Desde a abertura com "Chá de Rivais", o livro chega com os dois pés na porta e, se o leitor não virar as páginas com cuidado e olhar para os lados, de vez em quando, periga ser nocauteado assim como os personagens.

Formado por 19 contos, distribuídos em quatro segmentos, "Plural de Fêmeas" dá voz e protagonismo à mulheres fortes, que caem, que levantam, que apanham, que revidam, que resistem, que se vingam e retomam o controle de suas vidas.

A escrita fluída e ágil de Sinara, temperada com uma boa dose de violência, não se esquiva de abordar temas polêmicos ou tabus. Há uma brutalidade que lembra Silvia Ocampo e outras grandes autoras da literatura latino-americana, ao abordar temas que são universais, ainda que com uma familiaridade, infelizmente, brasileira. São as dores de mães, esposas, filhas ou simplesmente mulheres, diante de um sistema opressivo que tenta a todo custo calar, ridicularizar, diminuir ou mesmo destroçar suas vidas. Mas aqui elas tem o destino nas mãos - e muitas vezes a faca, a motoserra e o volante do carro também!

São histórias vibrantes, frenéticas e reflexivas que acabam com um sorriso no rosto ou uma lágrima nos olhos ("Mamãe Noel" me fez chorar, pela primeira vez, lendo um livro).

Que cada vez mais mulheres ocupem seu espaço e contem suas histórias. Sinara Foss é, sem dúvida, uma dessas principais vozes.

Ismael Chaves

"O que Sinara pinta em "Plural de Fêmeas" é um retrato cruel e escancarado da violência contra a mulher, e também da violência da mulher. As protagonistas de seus contos não são simplesmente vítimas desamparadas. Elas agem, lutam, se vingam. Com uma escrita totalmente desprovida de máscaras, a Escritora transforma essas mulheres em criaturas perigosas, vingativas, reais. E tudo isso de forma tão variada que, mesmo dentro das mesmas seções, cada texto pega o leitor de surpresa.

"Plural de Fêmeas" é uma leitura pesada, mas que em nenhum momento é desagradável ou exagerada. Sinara derrama seu sangue e coração sobre as páginas, com histórias tão cruéis e violentas, que o que mais assusta nelas é a incômoda proximidade com a realidade."

Daniel de Freitas

Na primeira leitura que fiz, ainda na noite de autógrafos, do livro da Sinara, Plural de Fêmeas, lembro que não consegui parar de ler. Cada conto que terminava parecia chamar-me para a leitura do próximo e assim por diante. Li todo o livro naquela noite. Sou uma apaixonada assumida por contos. E as histórias inventadas naquela cidade fictícia, Vinha D’alho, podem chocar pela aparente maldade de mulheres insensíveis e vingativas, mas cada uma delas, tem seus motivos e suas razões. Naquela noite da minha primeira leitura eu gostei de dois especialmente: ELA VALE A PENA e PROMESSA PARA TODA A VIDA. Na minha releitura, todavia, vejo que todos são bons. Chá de rivais… chocante. Se você não for, será pior… tenebroso. Cólicas perversas… essa é uma vingança compreensível. Terror em primeira pessoa… o nome diz tudo, terror. Ela vale a pena… vale a pena mesmo. Amar sem limite… uma tentativa desesperada de ainda salvar o casamento. Mamãe Noel… a ternura de uma mãe extremamente pobre que não quer deixar morrer o sonho de infância das duas filhas. Pôr do sol… tragédia e tristeza. Sempre juntas… amor e loucura. Sempre companheiros… loucura e demência. Desabafo… uma despedida. Outros proprietários… a insensibilidade de uns e a fragilidade de outros. Vida no sótão… A mulher e o gato Bigode. Musa encarcerada… deu azar. Outra voz… delírios. Latidos e arranhadas… um redimido. Promessa para toda a vida… amizade verdadeira de uma mulher rica e sua empregada. Pinceladas do destino… quando as mães ficam sozinhas… e Aos pedaços. Último conto do livro, talvez um dos mais intrigantes, porque sempre ficam dúvidas no ar… é ou não é? O que será que a autora pensou? O que será que as personagens pensaram?! Eu aconselho a quem ainda não leu o livro da Sinara, a não perder mais tempo. Leiam e se deliciem. A autora merece toda a nossa consideração e os nossos aplausos. Orgulho para o Grêmio Literário e para Santo Antônio da Patrulha.

Tereza Araujo


Valor com entrega incluída: R$ 44,00