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FESTIPOA

FESTIPOA debate mercado editorial
Isabel Bonorino


A tarde abafada de quinta-feira, 27 de março, marcou a abertura do I Festipoa Literária, evento organizado pelo jornal VAIA em parceria com a Livraria Nova Roma, de Porto Alegre. O objetivo do encontro é promover uma grande festa literária reunindo escritores dos mais diversos estilos e gerações, jornalistas, críticos, editores e, também, uma maior aproximação com o público leitor.

E justamente este público não faltou e prestigiou a atividade lotando o espaço da própria Nova Roma, que sedia o evento e investiu na idéia cumprindo seu papel social. O bate papo descontraído na mesa formada pelos escritores Luís Augusto Fischer, Fabrício Carpinejar, Paulo Scott, Marcelino Freire e o homenageado Donaldo Schüler foi acompanhado por cerca de 50 pessoas. Rodeados por livros e leitores, os convidados falaram sobre temas como poesia, criatividade e mercado literário.

Para Donaldo Schüler, que atualmente se dedica a traduções de escritores como James Joyce, a palavra deve ser criativa, sendo que o padrão exigido por algumas editoras acaba baixando o nível inventivo dos escritores.

A interligação da criatividade às exigências do mercado foi levantada por Marcelino Freire e discutida pelo grupo, que encara a originalidade e independência dos escritores como um desafio a ser vencido junto às editoras. Para Schüler, é possível ser `pop` sem ser demasiadamente comercial e cita como exemplo escritores da Antigüidade que até hoje são amplamente reeditados simplesmente pela qualidade de seus textos. Em tom descontraído, Carpinejar afirma que Schüler é um escritor `pop`, levando a platéia ao riso.

O trabalho das assessorias de imprensa, em especial das grandes editoras, foi apontado como um dos responsáveis pela popularização de determinados escritores. Vem daí a dificuldade de escritores independentes não terem seus livros resenhados pelos grandes jornais e revistas do país.

Completando a idéia de atender às demandas do mercado editorial, Fischer falou de uma pesquisa que mostra que Machado de Assis sabia exatamente qual era seu público leitor. Ao contrário do que se acreditava, Machado não escrevia para o grande público como faziam os escritores da época. Era de seu conhecimento que o censo de 1872 apontava que apenas 18% da população brasileira era alfabetizada. Segundo Fischer, o patrono da Academia Brasileira de Letras entendeu que escrevia para um público restrito e trouxe-o para dentro de seus livros ao firmar com ele um diálogo através do narrador.

30/03/2008

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  Isabel Bonorino

Isabel Bonorino é jornalista, radialista e relações públicas. Musicista, dedicou-se ao canto lírico de 1995 a 2005, atuando como soprano nos corais da Ospa e PUC. Foi colaboradora da Revista Literária Blau e produtora/apresentadora na Rádio da Universidade, onde criou o programa "UFRGS em Canto". Atualmente é produtora e repórter da TV Assembléia.

isabel@artistasgauchos.com.br
twitter.com/ISAbonorino


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