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`UM SORRISO NEGRO` NEGREJOU

Partindo de Venâncio Aires o nome 'afro' ecoou longe pelo pampa gaúcho. Numa temporada que durou 18 dias, a qual encerra na noite desse sábado em Porto Alegre. A Cia. Cultural Afro-Cena passou por 12 municípios gaúchos levando o seu 'Um Sorriso Negro'. Um espetáculo produzido a partir da ausência de praticas da Lei 10639, sancionada pelo então presidente Lula em 2003. A lei determina a inserção da cultura negra e africana no currículo escolar.

Com texto e direção coletiva de Sérgio Rosa e Edilene Deleon, a Afro-Cena levou para diferentes palcos a estória de um  pai, um rico empresário, que ignora todas as suas raízes e não dá atenção aos projetos de inclusão social do filho, um jovem ativista. Até que um dia, o filho o convence a assistir a um vídeo que promete mudar sua forma de pensar. Os atuadores trabalharam com muitos jogos de cena e usaram alguns elementos para dinamizar as interpretações. O espetáculo interagia teatro, poesias negras, do escritor e ativista negro, Oliveira Silveira, o qual foi um dos idealizadores do Movimento Negro Brasileiro. Musicas de Dona Ivone Lara, Gonzaguinha e Sandra de Sá, eram cantadas em capela pelos atuadores no palco. O espetáculo também contava com dois vídeos, o de abertura de 6 minutos 'Onde Você Guarda o Seu Racismo' e o curta 'Um Sorriso Negro' de 14 minutos produzido pela Afro-Cena no inicio de 2011. A apresentação tinha 50 minutos de duração.

'Nos diversos públicos, diferentes idades e pensamentos, percebi que mesmo os que pareciam não aceitar ou não querer reconhecer sobre o tema abordado, ainda assim saíram com os pensamentos bagunçados'. - diz Edilene, que veio de Porto Alegre para participar da temporada a convite da Afro-Cena

Ao longo da temporada foram 30 apresentações realizadas, em 12 municípios, Vale Verde, Mato Leitão, Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Esteio, Sapucaia do Sul, Vacaria, Venâncio Aires, São Leopoldo, Pelotas e Porto Alegre. A apresentação adaptava-se aos espaços oferecidos, salas de aula e praças publicas, viraram palcos para a encenação da peça.

'Como nosso proposito era levar a mensagem de que é fundamental sabermos conviver com as diferenças. Resgatando com isso principalmente a importância do debate sobre cultura negra. Produzimos algo que não nessecitasse de muito espaço e nem de cenário astronômico. Nos focamos apenas na essência de um escritório, onde havia apenas uma mesa e uma cadeira que o simbolizava e uma tela para exibir os filmes. Isso facilitou as parcerias'. - diz Sérgio Rosa

A apresentação atingiu 14 escolas, além de ter sido levada para outros espaços como por exemplo a Penitenciaria Feminina Madre Pelitie, em Porto Alegre. A 30ª Feira do Livro de Vacaria. A Semana Municipal da Consciência Negra, de São Leopoldo. E o Clube social Negro Fica Ahí, de Pelotas.  A temporada atingiu cerca de 3130 pessoas, tendo uma média superior a  100 pessoas por apresentação.

Essa foi a primeira temporada da Afro-Cena com uma peça de teatro. 'Já tínhamos viajado por varias cidades e até mesmo em outros Estados, com nosso projeto de prevenção as drogas, mas atuar no palco e poder olhar no olho do publico em outros municípios é muito gratificante. Ainda mais abordando um tema difícil de falar que é o racismo'. - diz Rosa

'Falando sobre preconceito percebe-se que cada pessoa é preconceituosa de formas muito absurdas e talvez eu também seja, pude me perceber nesse contexto, nessa caminhada. Um outro aprendizado ou pergunta que vou levar ainda por muito tempo é será que não há paz sem guerra?' - complementa Edilene

A temporada poderá render bons frutos e parcerias em 2012, já dialogadas durante a presença da Afro-Cena em alguns municípios levando formação para os professores. Como por exemplo em Sapucaia do Sul, Vera Cruz, 6ª CRE ( Coordenadoria de Educação ) e Pelotas, onde os atuadores foram recebidos pelo Secretario Municipal de Educação Ademar Ornel em seu gabinete na manhã do dia 28. Essas futuras parcerias contribuem para constatar que a Afro-Cena está no caminho certo, quando decidiu trabalhar e produzir mecanismo de sensibilização, levando em conta a Lei 10639. Pois as escolas e secretarias de educação, estão sendo precionadas pelo Ministério da Educação e Coordenadorias de Educação para colocarem a lei em vigor, levando atividades praticas para seus alunos.

'O que se percebeu em algumas escolas é que a falta de interesse de alguns professores é assustadora. Em algumas instituições estávamos lá justamente porque o lei requer esse tipo de atividade, não porque aquele de fato era o interesse da maioria dos professores'. - afirma Rosa

Mas para a alegria dos atuadores eles também passaram por escolas onde mesmo sem a obrigatoriedade da lei, já tem a consciência de que é importante trabalhar todas as culturas, como por exemplo a Escola Mario Quintana, no Bairro Restinga em Porto Alegre. Onde o grupo de professores da escola trabalham a cultura negra e africana, além das fronteiras do mês de novembro. Levando a sério a importância de resgatar a auto -estima dos seus alunos.

A aceitação do publico em relação a peça foi positiva, tanto que em algumas instituições a peça foi apresentada mais vezes além das programadas. Em algumas apresentações aconteceu bate papo após, sobre a temática da peça. Com isso ocorrendo uma troca de informações.

Na noite desse sábado o encerramento da temporada será no Espaço Africanamente, uma escola de capoeira em Porto Alegre, às 20h.

 

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